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MÃE

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Um caso de amor.
Uma paixão.
Um caso pensado.
Uma relação,
não tendo nenhuma
reflexão.

Um "zóide", um óvulo.
Uma concepção!
Pequena viagem,
sem tribulação,
da trompa ao útero
para instalação.
Começa o fenômeno:
multiplicação.

De apenas uma célula,
mamãe fez um bilhão!

Suguei o seu sangue...
Eu não tinha não,
ainda batendo,
o meu coração
e nem condição
de alimentação.

Pelo umbilical,
aquele cordão,
sentia amor
e dedicação,
também as batidas
de sua emoção.

Ali confortável,
sem preocupação,
nadava no líquido,
aminiótico,
por definição.

Cresci,
expandi,
virei bebezão.
Não tinha lugar,
começou a pressão.
Com tempo mais curto,
mais contração,
quando uma luz brilhou
na escuridão.

Apertado caminho
(que situação!)
levando-me à vida,
não tive opção.

O choque do mundo,
minha confissão:
não foi agradável
a primeira impressão.

Com custo, aprendi
amamentação.
Sem curso, eu fiz
uma digestão.
Sujei minha fralda
com convicção
de quem suja o mundo
por compensação
de perder o conforto ...
(não queria não).

Fraldas, cueiros
sujos de podridão,
cheiro que hoje
não agüento não.

Uma coisa eu sei:
dei um trabalhão.
Cresci exigindo
toda a atenção,
até que um dia,
chegou meu irmão.

Agora agradeço
sua dedicação.
Amor de uma mãe
beira à perfeição
que a gente despreza
por uma paixão,
que, depois, acabada
nos deixa no chão.

Sutilmente buscamos
numa regressão,
no porto seguro
da mãe, uma mão.

A cena repete
até compreensão
dos riscos da vida
que não tem solução.

Buscamos no espírito
a eternização
do útero tranqüilo,
a meditação

Ainda aqui
regeneração,
novo nascimento,
sem reencarnação.

Um filho de Deus,
nova criação.
A cara do Pai,
sonha perfeição.

Um novo alimento,
um novo pão,
um renascimento,
santificação.

Um novo céu,
nova dimensão.
Uma nova Terra,
nova habitação.

Bodas do Cordeiro,
com celebração,
um fim que é começo,
além da razão.

Termina assim
a história da vida
sem a explicação,
que tu só alcanças
por revelação
de teu Criador,
que te amou de montão,
através de Seu filho,
morrendo a morte
da crucificação,
tentando chamar
tua atenção
para o mistério da cruz
e da ressurreição.
 
 

 

(*)  Heitor Reis é Engenheiro Civil.
Nenhum direito reservado.
Use e abuse!
Críticas são incentivadas.
Respondo polidamente à todas.

 


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